[Crônica] O rapaz e o Cigarro

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 Olá galera, tudo bem? Fevereiro está ai e com ele o Carnaval que alegra alguns e outros não, contudo só te desejo sabedoria, curta divirta-se mas esteja consciente o tempo inteiro para não se arrepender depois, combinado?
Esta semana estive no supermercado era hora do almoço e não estava muito cheio, como vocês já sabem amo mesmo observar as pessoas como todo bom escritor sempre faz, os caixas estavam praticamente vazios como já disse não estava muito cheio, peguei o que iria comprar e me encaminhei para o caixa a fim de pagar e ir embora e lá estava ele.
Um rapaz alto, magro e olhos claros de um verde  lindo de se  ver, ah eu sou fascinada por olhares expressivos e que dizem mais do que a pessoa quer revelar,  ele estava inquieto, trajava uma calça jeans azul de marca e uma camisa polo vermelha, suas mãos todo tempo passeava pelos cabelos louros escuros  bem cortados, ele olhava a todos com ansiedade e quando por fim chegou a vez dele eu pude notar que o seu nervosismo aumentara, ele pediu ao gerente três pacotes fechados de cigarro, uma quantidade grande para uma pessoa só, mas o que eu entendo de vício?
Nada.
Então neste momento eu entendi porque ele estava tão nervoso, sua expressão não mudou quando pegou o cigarro, ele olhava a todos como se pedisse desculpas, ou sentisse que estava fazendo algo errado e fosse ser julgado, e quem poderia julgar?
Ele é apenas mais um entre muitos que tem este vício horroroso do cigarro, e que obriga não só ele mas a todos a sua volta a  fumar junto, para ser bem clara o encanto se quebrou quando o cigarro chegou até as mãos dele, uma vez que eu detesto cigarro, nada contra quem fuma, mas adoraria preservar meu pulmão, mas como se a todo instante tem alguém que fuma do seu lado e te obriga a fumar junto?
O rapaz olhava como se estivesse fazendo algo errado, e estava?
Não. Como disse ninguém pode julga-lo.
Além do fato do cigarro ser altamente prejudicial a saúde e contribuir muito para o câncer, mas até aí tudo bem afinal ele estava matando a si mesmo aos poucos.
O cigarro para mim é uma droga como outra qualquer, sou contra? Talvez seja, na verdade me importo sim com a fumaça que sai e entra no pulmão de quem não fuma, mas é obrigado a fumar junto.
O rapaz olhou para mim e sorriu e seu encanto fora quebrado pelo bendito vício, lamentável.
Eu desejo sim viver em um mundo em que as pessoas não tenham vícios, e não estejam  a todo instante prontos para a acabar com a própria vida e a dos outros, para você que fuma e leu até aqui, me desculpe pelo desabafo, mas desejo que um dia você seja livre de si mesmo e das algemas que te prendem.
Celebrem e festejem afinal estamos em pleno carnaval, mas não façam nada que venham se arrepender depois, lembre-se que o carnaval é apenas alguns dias, a sua vida é curta e você não é imortal.
Para você que ficara em casa como eu, eu desejo que você tenha muitos livros para ler e claro desejo que tenha um dos meus, claro. (risos)
Amores que Curam está disponível no Amazon e em todas as livrarias digitais em e-book e físico aproveitem. 
                
Beijos ternos,

 Ana Ferreira Lima
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