[Crônica] Anestesia ou Pessoas anestesiadas pela Vida


Oi amores, todos bem?!
Sabe quando você precisa fazer algum procedimento cirúrgico e aplicam em você anestesia?
 E a anestesia pega tão bem que você já não sente mais nada, está totalmente entregue, então vamos falar hoje de pessoas anestesiadas pela vida.
Aquelas pessoas que já apanharam tanto da vida que agora não sabem diferenciar o lado bom do ruim, as paisagens se misturam e tudo que era feio e escuro se torna igual sem brilho sem gosto.
Sim isso mesmo, tem pessoas que se acostumaram tanto com os momentos ruins que já não se importam com mais nada e acham que eles  são parte importante de sua vida, mas eu vivo dizendo não se acostume com o mal, com o que não te agrada, se te entorpece e te entristece não serve para você.
Ora a felicidade está no caminho se você não a encontrou então está nesta multidão de pessoas anestesiadas pela vida.
E quando voltamos para os relacionamentos o que mais vemos são pessoas que continuam em uma relação vazia, os dois já não sentem mais nada um pelo outro, com o tempo foi embora o sentimento os dois já não olham mais na mesma direção, e continuam juntos por que?  Pelo comodismo, ou por medo do que as pessoas vão pensar.
Eu concordo que as vezes é difícil se desfazer ou deixar ir alguém que por  muito tempo esteve com você, mas pior é estar ao lado de alguém que você não ama, gostar e ser grato não é amar.
Muitas vezes precisamos abrir mão de algo que julgamos valioso naquele momento para então ganhar em troca algo que irá se tornar ainda mais valioso.
Preste atenção aos sinais que a vida está te dando, precisa reiniciar? Faça sem pensar no que as pessoas vão dizer porque no final de tudo ninguém veste suas dores nem calça suas sandálias para saber os caminhos que você passou.
Viva e não tenha medo de recomeçar quantas vezes for necessária, e como disse Fernando Pessoa "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia construirei um castelo."
Guarde todas as recordações e aprendizados que colher pelo caminho, lembre-se conhecimento não ocupa espaço, um dia você ainda irá rir de tudo isso.
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Abraços e beijos literários,

Ana Ferreira Lima
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