[Crônica] Lealdade nossa de cada dia - MÁRCIA LIMA- LIVROS & CIA

6 de nov. de 2018

[Crônica] Lealdade nossa de cada dia


Dia dois de novembro é o dia que muitos escolhem para cultuar seus entes queridos, eu já escrevi aqui uma vez que o cemitério é um lugar rico de sonhos frustrados, quantas pessoas morreram sem que seus sonhos fossem realizados?! Quantas pessoas que já se foram e lá se encontram que não conseguiram realizar seus sonhos? Várias sem dúvida, não permita que sua vida acabe e que não tenha nada que ser aplaudido.
Eu me lembro de quando era criança ir com minha mãe nesta data todo ano e como lá estavam várias outras pessoas que também estavam ali para prestar homenagem, não digo que seja certo ou errado, cabe a cada um cuidar de sua própria dor, eu jamais saberei quanta dor aquele "ferimento"   te causa sem antes calçar suas sandálias e passar pela mesma trajetória que você passa, mas me pergunto será que estamos dando a real importância para as pessoas em vida?
Será que eu dei realmente o melhor de mim?
É triste quando alguém recebe homenagem e já não está aqui para ver, porque na maioria das vezes esta pessoa se quer sabia que era amada realmente, ou o quanto era admirada.
  Então aproveito o mês de novembro, estamos caminhando para a reta final do ano de 2018, te chamo para uma reflexão.
Qual foi a última vez que você abraçou seus pais, seus filhos ou aquele amigão que você tanto ama, qual foi a última vez que você foi a igreja não para pedir mas apenas para agradecer?
E antes mesmo que você diga que é besteira, eu te digo que não é, não viemos com a capacidade de adivinhar pensamentos, e sim podemos mudar positivamente o mundo de alguém então porque não tentar? Porque não ser diferente, mais leais a nós mesmos e ao que sentimos?
Saia do automática nade contra a maré, seja daquele grupo que faz a diferença, mesmo que ninguém perceba. Eu tenho uma vizinha que perdeu o filho em um acidente de ônibus, era um jovem tão bom que todos gostavam, mas foi cedo demais e quando ele se foi ela não soube lidar com isso e ia todos os dias ao cemitério para ela era como se ela pudesse arrancar ele de lá e traze-lo para casa, porque a dor era por vezes insuportável e eu também me recordo de inúmeras vezes em que ela se quer deu atenção a ele porque estava ocupada demais com o trabalho, hoje eu sei que ela trocaria qualquer centavo por um minuto com o filho, o tempo passou e ela conseguiu superar, a dor se transformou em saudade.
Seja leal aos seus sentimentos e não perca tempo com sentimentos ruins, perdoe, ame mais se dê mais, nunca perdemos por amar demais, perde aquele que não sabe receber o amor que lhe é ofertado.
Não esqueça só temos uma vida e não há como fazer um rascunho, por tanto viva sem medo de ser feliz.

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Beijos e abraços literários!


Márcia Lima

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