27 de mar de 2019

[Crônica] Reflexões do carnaval

O carnaval passou e eu como sempre fiz algumas reflexões.
Eu fico de cara com este povo no carnaval, não é que eu não goste do carnaval. Porque em si a festa é bonita e até admirável como os foliões seguem de bloco em bloco às vezes sem descanso nenhum, sim admirável a energia que eles tem. No momento estou escrevendo este post dentro de um ônibus as 6 horas da matina que leva aqueles que trabalham em pleno carnaval (ah este texto foi escrito no carnaval), e eu sei que não terminarei este texto aqui (como realmente só consegui terminar depois). Muitas coisas me levam a reflexões às vezes profundas e  alguns ganham várias versões. 
O fato é que sim sou cristã, mas o fato de ser cristã não me impedi de participar do que quer que seja, eu não tenho paciência para seguir na multidão, nunca tive aliás. 
As vezes me pergunto porque tanta hipocrisia, e sem resposta sou pega apenas admirando a paisagem. O carnaval passou e com ele a alegria daqueles que se divertiram, ficou aquele gosto de quero mais e as ruas da capital mineira sujas, mas este acho que é até um preço baixo a ser pago. Passo pela Praça Sete de Setembro o cheiro é de fato horrível misturados com urina e algo mais que nem ouso escrever,  sim estas são a herança deixada pelo carnaval, vejo um grupo de jovens que estão sentados animados, dá para notar que não dormiram e o álcool nas veias é nítido mas estão ali prontos para seguir mais um bloco, a maioria destes jovens tem no máximo 20 anos, na flor da juventude ousam e abusam. 
Que possamos cuidar mais de nossas próprias vidas, nos aproximar mais da verdadeira fé e da palavra de Deus, que possamos adquirir cada vez mais conhecimento. 
Você vive querendo um mundo melhor, mas o que fez para mudar seu mundo? 
 Comece por você, mude seu mundo ou sua forma de olhar e viver o mundo.
Certo ou errado? 
Aprendi em minha vida que certo ou errado, pecado ou não pecado depende do ponto de vista de quem vê. 
Então antes de julgar porque não olhar para dentro de si e ver os próprios pecados? 
Lembre_se daquela mulher adúltera que apesar do pecado ganhou o perdão de Jesus. E você acha mesmo que exista pecado tão grande que Ele não possa perdoar?
Reflita, você pode se surpreender conhecendo a si mesmo. 
Pense e lembre-se "você merece ser feliz sempre é o outro também!"

Beijos escritos 💞

Márcia Lima 
Escritora e blogueira 
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Ela Não Soube Perdoar

Aonde vai Vó?- Perguntou a neta preocupada com a fragilidade com que a avó levantou aquela manhã. – Vou encontrar-me com um velho amigo, ele está internado no hospital em Belo Horizonte, sofreu um infarto e os médicos acham que ele não vai durar muito tempo.
– Dona Sophia, quando quiser o carro já está pronto e lhe aguarda.
O motorista trabalhara para Sophia nos últimos vinte anos e nunca tinha visto a senhora tão abatida, seu ar era de alguém que não tinha dormido, e realmente depois de ter recebido a noticia de que Arthur estava internado, ela não dormia há duas noites e mal tinha se alimentado, a verdade era que o coração latejava, em busca de uma solução, queria voltar ao passado e consertar um erro.
– Estou pronta Marcos, vamos.
– Espera Vovó, eu também vou com a senhora, deixe-me pegar minha bolsa que vamos e nem adianta dizer que não, eu vou junto e pronto.
– Tudo bem querida.
A neta era uma garota exemplar crescera ali naquele sítio e sempre foi muito apegada a avó, e por muitos meses eram somente as duas e os três funcionários que trabalhavam no sítio, ela foi para o carro e enquanto esperava neta sua mente voltava ao passado.
Sophia fora uma garota exemplar, criada também pela avó, aprendeu desde cedo que tinha que lutar pelo que queria se quisesse ser alguém na vida.
Ela frequentou a escola e suas notas sempre foram as melhores da turma, era adorada pelos professores e sua avó nunca teve uma queixa, parecia que a história se repetia com sua neta, as duas eram muito parecida até na aparência, Sophia via e si mesma quando conversava com a neta.
Em seu interior sempre se perguntava como havia sido sua mãe, a mãe de Sophia morreu de bala perdida em um dia fatídico em que ela iria dar inicio em suas aulas da Faculdade de Letras, ela morreu antes mesmo de chegar ao hospital, após isso a avó se mudou com Sophia ainda pequena aos dois anos de idade para uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, morando em um Sítio nunca lhe faltou aventuras e diversão, nem amizades sinceras e leais.