3 de mai de 2019

[Crônica] Eu tentei, mas o destino não quis

Eu tentei, fiz de tudo para que você se apaixonasse e para que gostasse de mim ou me visse como eu vejo você, mas tudo que fiz foi em vão.
Lembra quando você teve aquela crise depressiva e eu estive ali do seu lado dando o melhor de mim, fazendo você se ver como eu te via. Passamos noites e você afundada em sua imensidão de tristeza e angústia não conseguia ver meu amor ali inteiro te doando.
O tempo passou quanto mais amor você me pedia, mais eu te dava, te dei o mundo e se pudesse te daria as estrelas se fosse possível.
Quando por fim você enxergou seu potencial, me senti tão orgulhoso de você por ver que você tinha se salvado. Arrumou um novo emprego e me vi deixado de lado, parecia que o amor só estava em mim, era como se você estivesse comigo por pura gratidão. Então segurei minha dor e vi que era hora de partir é deixar que você seguisse sua vida.
E depois de ir embora e sofrer dias e noites por sua ausência aprendi finalmente a me amar sabe aquilo tudo que eu te dizia que amor próprio é tudo? Então aprendi a me amar, vejo você parada aí na porta e te garanto meses atrás eu daria tudo para ver você voltar mas hoje não.
Hoje sei que nosso amor foi uma ilusão, aprendi tanto com nosso término, e a principal foi não dar murro em Ponta de faca, a partir quando necessário. Já não importa suas desculpas vou seguir só, te desejo toda felicidade do mundo mas aprendi que não preciso implorar amor a quem não tem, aprendi a partir quando não sou mais necessário e pode ter certeza ainda encontrarei o grande amor da minha vida, porque hoje eu sou o grande amor de minha própria vida.

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Beijos escritos,
Márcia Lima

Escritora e blogueira

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Ela Não Soube Perdoar

Aonde vai Vó?- Perguntou a neta preocupada com a fragilidade com que a avó levantou aquela manhã. – Vou encontrar-me com um velho amigo, ele está internado no hospital em Belo Horizonte, sofreu um infarto e os médicos acham que ele não vai durar muito tempo.
– Dona Sophia, quando quiser o carro já está pronto e lhe aguarda.
O motorista trabalhara para Sophia nos últimos vinte anos e nunca tinha visto a senhora tão abatida, seu ar era de alguém que não tinha dormido, e realmente depois de ter recebido a noticia de que Arthur estava internado, ela não dormia há duas noites e mal tinha se alimentado, a verdade era que o coração latejava, em busca de uma solução, queria voltar ao passado e consertar um erro.
– Estou pronta Marcos, vamos.
– Espera Vovó, eu também vou com a senhora, deixe-me pegar minha bolsa que vamos e nem adianta dizer que não, eu vou junto e pronto.
– Tudo bem querida.
A neta era uma garota exemplar crescera ali naquele sítio e sempre foi muito apegada a avó, e por muitos meses eram somente as duas e os três funcionários que trabalhavam no sítio, ela foi para o carro e enquanto esperava neta sua mente voltava ao passado.
Sophia fora uma garota exemplar, criada também pela avó, aprendeu desde cedo que tinha que lutar pelo que queria se quisesse ser alguém na vida.
Ela frequentou a escola e suas notas sempre foram as melhores da turma, era adorada pelos professores e sua avó nunca teve uma queixa, parecia que a história se repetia com sua neta, as duas eram muito parecida até na aparência, Sophia via e si mesma quando conversava com a neta.
Em seu interior sempre se perguntava como havia sido sua mãe, a mãe de Sophia morreu de bala perdida em um dia fatídico em que ela iria dar inicio em suas aulas da Faculdade de Letras, ela morreu antes mesmo de chegar ao hospital, após isso a avó se mudou com Sophia ainda pequena aos dois anos de idade para uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, morando em um Sítio nunca lhe faltou aventuras e diversão, nem amizades sinceras e leais.