16 de jul de 2019

[Crônica] Como Fênix

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Oi amores, como estão?! Depois de mais uma pausa uma crônica nova, vamos lá.
Gosto da fênix, pelo que ela significa- o recomeço.
Segundo a mitologia quando chega ao final da vida ela se incendeia e renasce das próprias cinzas. E talvez quantas vezes você chegou no fim do poço e de uma hora para outra ressurgiu com força total?!
As vezes olhar para dentro de si mesmo é fundamental,nos faz conhecer a nós mesmos melhor e tomar o caminho certo ou dar um sentido para os supostos fracaços.
Por tanto como sempre digo, não importa quais erros você cometeu onde você se perdeu ou porque tomou o caminho errado- recomece.
Vivemos dias difíceis em que as vezes o sol aparece sem graça ou brilho, mas note que são nos momentos difíceis como este que surgem os verdadeiros campeões.

Terá um momento na vida que você precisará estar só e a solidão não é algo ruim como dizem. Muitas vezes ela chega a ser amiga companheira e te faz conhecer a si mesmo melhor. Tente exercitar o amor próprio todos os dias, e perceba o quão importante você é, a tua vida é como uma grande empresa que precisa ser bem administrada, caso contrário será decretado a falência, seja capaz de viver o máximo de tudo de bom que lhe é permitido.
Seja capaz de ir embora quando não quiserem ou não precisarem mais de você acredite no recomeço ele pode te levar a caminhos bárbaros e incríveis.
Seja como a fênix e renasça volte a brilhar, eu acredito em você. E você pode ir muito longe.

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Beijos escritos,

Márcia Lima

Escritora e blogueira

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Ela Não Soube Perdoar

Aonde vai Vó?- Perguntou a neta preocupada com a fragilidade com que a avó levantou aquela manhã. – Vou encontrar-me com um velho amigo, ele está internado no hospital em Belo Horizonte, sofreu um infarto e os médicos acham que ele não vai durar muito tempo.
– Dona Sophia, quando quiser o carro já está pronto e lhe aguarda.
O motorista trabalhara para Sophia nos últimos vinte anos e nunca tinha visto a senhora tão abatida, seu ar era de alguém que não tinha dormido, e realmente depois de ter recebido a noticia de que Arthur estava internado, ela não dormia há duas noites e mal tinha se alimentado, a verdade era que o coração latejava, em busca de uma solução, queria voltar ao passado e consertar um erro.
– Estou pronta Marcos, vamos.
– Espera Vovó, eu também vou com a senhora, deixe-me pegar minha bolsa que vamos e nem adianta dizer que não, eu vou junto e pronto.
– Tudo bem querida.
A neta era uma garota exemplar crescera ali naquele sítio e sempre foi muito apegada a avó, e por muitos meses eram somente as duas e os três funcionários que trabalhavam no sítio, ela foi para o carro e enquanto esperava neta sua mente voltava ao passado.
Sophia fora uma garota exemplar, criada também pela avó, aprendeu desde cedo que tinha que lutar pelo que queria se quisesse ser alguém na vida.
Ela frequentou a escola e suas notas sempre foram as melhores da turma, era adorada pelos professores e sua avó nunca teve uma queixa, parecia que a história se repetia com sua neta, as duas eram muito parecida até na aparência, Sophia via e si mesma quando conversava com a neta.
Em seu interior sempre se perguntava como havia sido sua mãe, a mãe de Sophia morreu de bala perdida em um dia fatídico em que ela iria dar inicio em suas aulas da Faculdade de Letras, ela morreu antes mesmo de chegar ao hospital, após isso a avó se mudou com Sophia ainda pequena aos dois anos de idade para uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, morando em um Sítio nunca lhe faltou aventuras e diversão, nem amizades sinceras e leais.